Blueberry Plum Tart with Spelt Chia Crust... and the workshops.

{Tarte de Ameixas e Mirtilos com base de Espelta e Chia... and the workshops}

{ Este post foi feito com o patrocínio da Quinta do Arneiro / This is a Sponsored post by Quinta do Arneiro}

Quando decidi criar os workshops ao domicílio dados por mim nunca sequer imaginei que isso me poderia vir a abrir a porta para um mundo novo de possibilidades.
Até esse momento sempre procurei escudar-me um pouco atrás do meu monitor e sempre acreditei que os meus dedos transmitiam o que me vai no pensamento de uma forma que a minha presença ao vivo jamais o conseguiria fazer.    
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When I first decided to create the workshops at home I could never have  imagined that it would lead me to a new world of possibilities.
Until that point I have always tried to shield myself behind the screen and I have always believed that my fingers conveyed my thoughts in a way that my own self in person could never do.

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Mas, e ao contrário daquilo que tinha pensado, a verdade é que desde a primeira vez que o fiz que me sinto extremamente confortável nesse papel. 

Talvez porque goste de conversar, porque adoro poder partilhar esta minha paixão que é a cozinha saudável e biológica. Porque numa cozinha, seja ela qual for, sinto-me em casa, sinto-me bem.

E perceber que as pessoas gostam realmente daquilo que eu tenho para partilhar com elas e que novos desafios se vão desenrolando naturalmente é algo que me dá fôlego e entusiasmo para abraçar o futuro e tudo aquilo que ele ainda me reserva.        
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But, contrary to what I initially thought, the truth is that since the very first time I did one I felt extremely comfortable in that position.
Maybe because I love to talk, because I love to share my passion for healthy and organic cuisine. Because in a kitchen, whatever it may be, I feel at home, I feel good.

And to realize that people really like what I have to share with them and seeing new challenges unfold naturally is something that gives me a new breath and enthusiasm to embrace the future and all that it has in store for me.

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Há qualquer coisa de especial em reunir pessoas numa cozinha e partilhar receitas, truques e dicas, sentar-se à mesa e, entre conversas interessantes,  dividir a comida que aos poucos ganha forma pelas mãos de todos. 
     
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There is something special about bringing people together in a kitchen and share recipes, tips and tricks, sit at the table and among interesting conversations, share food that gradually takes shape in the hands of everyone.

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Muito mais do que um workshop, torna-se um encontro entre amigos que partilham histórias de si e das suas vidas, que partilham risadas e partilham também aquilo que, invariavelmente todos nós procuramos - o conforto de boa comida que nos encha a alma e o coração.

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Much more than a workshop, it's a gathering between friends who share stories of themselves and their lives, who share laughs and share also what invariably all of us seek - the comfort of good food that fills the soul and heart.

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{Film Photography by  Nuno Ribeiro developed and scanned at Carmencita Film Lab}  


Ingredientes

Para a massa
  • 150 gr Farinha Espelta integral
  • 150 gr Farinha Espelta branca
  • 130 gr de óleo de coco sólido
  • 70 ml de água
  • 1/2 c. chá de açúcar mascavado
  • 1 pitada de sal
  • 1 c. sopa de sementes de chia
Para o recheio
  • 5 ameixas biológicas 
  • 1 chávena de mirtillos biológicos
  • 4 c. sopa de açúcar mascavado
  • 1 c. sopa de amido de milho
  • 1 c. chá de extrato de baunilha
  • 1 c. chá de canela

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 200ºC.

2. Numa taça juntar os ingredientes da massa e amassar com as mãos até se formar uma bola que se desprenda das 'paredes' da taça. Estender a massa com um rolo de cozinha sob uma superficie enfarinhada. 

3. Com o rolo enrolar a massa e desenrolar por cima de uma forma de tarte com aro amovível. Com o excedente da massa fazer uma trança para o rebordo e cortar vários circulos. Dispor 3 ou 4 circulos sobrepostos, enrolar e cortar ao meio. Formar pequenas rosas abrindo ligeiramente as pétalas. Reservar.

4. Numa taça misturar as ameixas partidas em gomos, os mirtillos, o açúcar, o amido de milho, a baunilha e a canela e envolver muito bem.

5. colocar as pequenas rosas no centro da tarte e à volta colocar a fruta, terminando com a trança em todo o rebordo da tarte.

6.  Pincelar a massa com leite, polvilhar com mais açucar mascavado e levar ao forno 30 a 35 minutos. Acompanhar com ricotta, iogurte grego natural ou uma bola de gelado.




Mussels in tomato creamy sauce... and the summer months in Portugal

{Mexilhões em molho cremoso de tomate... e os meses de verão em Portugal }

{ Este post foi feito com o patrocínio de Le Creuset / This is a Sponsored post by Le Creuset}

Os mercados enchem-se de cor, as gentes falam animadas em alto e bom som e, na praça, o peixe fresco chama por nós como em nenhuma outra altura do ano. Assim é o mês de junho em Portugal.    
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The farmers markets become bright in color, the spirited people talk loud and clear and, at the fish market, the fresh fish calls for us like in no other time of year. So is the month of June in Portugal.

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O mercado das Caldas da Rainha é um dos meus favoritos e um destino habitual, especialmente nos meses de verão. 
As bancas sarapintadas de mil e uma cores com frutas e legumes vibrantes, a azáfama de quem compra e a prontidão de quem vende, as carrinhas com pão fresco e delicioso e as bancadas de uma variedade infindável de frutos secos, azeitonas e mais umas quantas coisas que pedem para ir connosco para casa.  


E claro, o maravilhoso peixe que se torna presença obrigatória em praticamente todas as nossas refeições enquanto por lá estamos. 
Sejam as sardinhas ou carapaus, uma bela dourada do mar ou uns fantásticos mexilhões, o peixe é sempre daquelas refeições que já fazem parte dos nossos meses de verão de forma praticamente inquestionável. 
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The market of Caldas da Rainha is one of my favorites and a regular must to, especially in summer months.
The stalls speckled in a thousand colors with vibrant fruits and vegetables, the bustle of purchasers and the readiness of the sellers, the vans with fresh and delicious bread and the benches with an endless variety of nuts, olives and a few more things that beg for us to take them home. 


And of course, the wonderful fish that becomes a regular presence in almost all our meals while we are there.
Whether it is sardines or mackerel, a beautiful gilthead seabream or some fantastic mussels, fish is always of one those meals that are already part of our summer months in an unquestionably manner.

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É uma altura do ano em que a tristeza simplesmente desaparece e é antes substituída pela energia que todas as cores desta época nos parecem transmitir. 
São as festas nas aldeias que se seguem umas atrás das outras, são os piqueniques que agora se tornam frequentes, são as idas à praia e o convívio familiar que ganha todo um novo fôlego porque a vontade de partilhar e brindar à vida nestes meses renova-se e renasce.
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It is a time of year when sorrow simply disappears and is instead replaced by an energy that all the colors of the season seem to convey.

It's the local village parties that follow one after the other, it's the picnics that now become frequent, it's the trips to the beach and the family environment that gains a whole new life because the desire to share and toast to life is renewed and reborn in these months.


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E que melhor forma de celebrar o verão do que um jantar no jardim enquanto as crianças correm e brincam sem horários marcados, com um prato de mexilhões envolvidos num molho cremoso, uma fatia de pão torrado e um copo de vinho branco fresco?  

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And what better way to celebrate summer than a dinner served in the garden while the children run and play without scheduled times, with a plate of mussels involved in a creamy sauce, a slice of toasted bread and a glass of white wine?


{Cocote Ovalada Le Creuset em verde palm aqui}  


{Film Photography by  Nuno Ribeiro developed and scanned at Carmencita Film Lab}  





Ingredientes

  • 1 kg de mexilhões na casca, limpos e sem os bigodes
  • 1 cebola pequena finamente picada
  • 1 dente de alho finamente picado
  • 1/2 c. sopa de manteiga
  • 1 fio de azeite
  • 100 ml de vinho branco
  • 400 ml de natas magras
  • 2 c. sopa de polpa de tomate
  • 1 punhado de salsa picada
  • Sal
  • Pimenta  
  • Pão torrado a gosto

Preparação

1. Num tacho grande colocar o azeite, a manteiga, a cebola e o alho e deixar amolecer em lume médio. 

2. Juntar o vinho branco e aumentar o lume. Juntar os mexilhões, tapar e deixar cozinhar por cerca de 10 minutos.

3. Juntar as natas e a polpa de tomate e retificar os temperos. Deixar o molho ferver e retirar do lume.

4. Juntar a salsa e servir com pão torrado.




Quinoa Healthy Granola Bars... and a Portuguese blog

{Barrinhas de Granola e Quinoa saudáveis... e um blog Português}

Existe um ditado antigo que diz que a pressa é inimiga da perfeição. E nada prova melhor isso do que o trabalho e planeamento por trás de uma fotografia de rolo. 
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There is an old portuguese saying that says that haste is the ultimate enemy of perfection. And nothing proves it better than the work and planning behind a film photograph.

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Num tempo em que o rápido se tornou comum e até imprescindível, em que a comida é rápida, os disparos contínuos e o pensamento limitado impera a urgência de abrandar e pensar que esse ditado nunca antes fez tanto sentido.
Saber que um bolo cuja massa é batida durante longos minutos é aquele que fica mais fofo e cuja textura se desfaz na boca, saber que um por do sol assistido até a luz desaparecer no horizonte é aquele que nos faz ver o mundo numa outra luz absolutamente mágica. Saber que a melhor receita é aquela na qual pensamos e repensamos, juntamos e apimentamos e acrescentamos sempre um pouco mais... de algo e de nós.

E saber que os longos momentos perdidos a pensar na composição perfeita e no enquadramento que irá levar a um outro nível a nossa fotografia valem mais do que a pena. Porque quando o resultado final nos chega do laboratório o nosso coração acelera, sentimos um friozinho na barriga e os nossos olhos brilham.    
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In a time when the quick as become common and even essential, where the food is fast, the shooting is continuous and the thinking is limited there's an urgency to slow down and think that this old saying never made so much sense before.
Knowing that a cake whose batter is beaten for several minutes is the one more fluffy and whose texture melts in the mouth, knowing that a sunset watched until the light disappears on the horizon is the one that makes us see the world in another absolutely magic light. Knowing that the best recipe is one in which we think and rethink, in which we mix and spice up and always add a little more ... of something and of us.

And knowing that the long lost moments thinking about the perfect composition and the framing that will put our photo on another level are more than worth it. Because when the end result comes from the lab our heart accelerates, we feel butterflies in our stomach and our eyes just shine.


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É essa a minha procura que se vem tornando uma quase obsessão. Uma história que retenha a atenção do leitor da primeira à última palavra, não longa mas demorada na sua essência e que se estenda para além do ponto final.
Uma receita que não seja apenas uma versão de tantas outras de apenas de mais do mesmo, mas uma cuja elaboração é pensada ao pormenor para aliciar e deliciar.

E fotos que, não sendo rápidas e instantâneas, são ao invés demoradas na execução mas que refletem a transparência daquilo que capturam.
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That is my demand which has been turning almost as some kind of an obsession. A story that holds the reader's attention from the first to the very last word, not long but delayed in its essence that may extend itself beyond the period mark.
A recipe that is not only one version of so many others with more of the same, but one whose development is thought to detail to entice and delight.

And photos that, although not quick and instant, are rather time consuming in execution but that reflect the transparency of what is captured.

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Faço-o porque acredito num tipo de concretização pessoal que vai muito além de qualquer coisa. Faço-o sem esperar grande retorno de reconhecimento além daquele que me chega das pessoas que já há muito me acompanham mesmo que de forma silenciosa. Faço-o mesmo quando pequenas desilusões, neste mundo rápido e competitivo, me atingem como é somente natural.

Mas hoje gostava de vos dizer, a todos desse lado, que eu gostava de estar ali. Naquela lista de nomeados para a distinção suprema que são os Saveur Awards.
Hoje peço-vos que nomeiem o Suvelle Cuisine na categoria de Best Photography porque cada nomeação conta como um voto. Porque é um minuto que hoje vos peço para perderem numa infíma possibilidade de colocarem um blog português aqui: http://www.saveur.com/blog-awards-2016-nominate 
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I do it because I believe in a kind of personal achievement that goes far beyond anything. I do it without expecting great recognition or any return other than that which comes to me from people who have long accompanied me even silently. I do it even when small disappointments in this fast and competitive world, hit me as it is only natural.

But now I'd like to tell you, you who are on that side, that I would really like to be there. Among that list of nominees for the supreme distinction that are the Saveur Awards.
Today I ask you to nominate Suvelle Cuisine under Best Photography because every nomination count as a vote. Because it is a minute that today I ask of you for a tiny possibility of placing a Portuguese blog here: http://www.saveur.com/blog-awards-2016-nominate  





Ingredientes

  • 3 chávenas de flocos de aveia biológicos
  • 1 chávena de quinoa
  • 1 chávena de quinoa tufada
  • 1 chávena de mistura de sementes (linhaça + sementes de girassol + sementes abóbora)
  • 1/3 chávena sementes chia
  • 1/2 chávena de melaço
  • 1/2 chávena de mel
  • 1/3 chávena de manteiga de amêndoas (ou de amendoim)
  • 1 c. chá de sal marinho não refinado

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 185ºC.

2. Num tabuleiro de forno dispor a quinoa numa camada e levar a tostar por cerca de 10 m até que fique dourada, mexendo-a a meio do tempo.

3. Numa taça grande colocar os flocos de aveia, a quinoa tufada, as sementes, a quinoa tostada e o sal e mexer, misturando bem.

4. Numa outra taça misturar o mel, o melaço e a manteiga de amêndoas e levar ao microondas na potência máxima por 1 minuto. Retirar com cuidado e mexer bem para que obter uma mistura homogénea.

5. Deitar a mistura liquida à mistura dos cereais e envolver muito bem para que se misture tudo muito bem.

6. Colocar uma folha de papel vegetal num tabuleiro de forno e por cima deitar a a mistura da granola. Espalhar a mistura pelo tabuleiro e colocar outra folha de papel vegetal por cima. Com a ajudar de uma caneca ou copo, alisar muito bem e pressionar o mais possível para que fique uma camada de espessura de cerca de 1 dedo e meio. Remover a folha de papel superior.

7. Levar ao forno cerca de 20 a 25 minutos ou até que fique tostadinho. Retirar e ao fim de 5 minutos remover o papel com a granola do tabuleiro. Deixar arrefecer completamente e cortar em barrinhas. Conservar num recipiente hermético no frigorifico até ao máximo de 1 semana.