Mussels in tomato creamy sauce... and the summer months in Portugal

{Mexilhões em molho cremoso de tomate... e os meses de verão em Portugal }

{ Este post foi feito com o patrocínio de Le Creuset / This is a Sponsored post by Le Creuset}

Os mercados enchem-se de cor, as gentes falam animadas em alto e bom som e, na praça, o peixe fresco chama por nós como em nenhuma outra altura do ano. Assim é o mês de junho em Portugal.    
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The farmers markets become bright in color, the spirited people talk loud and clear and, at the fish market, the fresh fish calls for us like in no other time of year. So is the month of June in Portugal.

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O mercado das Caldas da Rainha é um dos meus favoritos e um destino habitual, especialmente nos meses de verão. 
As bancas sarapintadas de mil e uma cores com frutas e legumes vibrantes, a azáfama de quem compra e a prontidão de quem vende, as carrinhas com pão fresco e delicioso e as bancadas de uma variedade infindável de frutos secos, azeitonas e mais umas quantas coisas que pedem para ir connosco para casa.  


E claro, o maravilhoso peixe que se torna presença obrigatória em praticamente todas as nossas refeições enquanto por lá estamos. 
Sejam as sardinhas ou carapaus, uma bela dourada do mar ou uns fantásticos mexilhões, o peixe é sempre daquelas refeições que já fazem parte dos nossos meses de verão de forma praticamente inquestionável. 
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The market of Caldas da Rainha is one of my favorites and a regular must to, especially in summer months.
The stalls speckled in a thousand colors with vibrant fruits and vegetables, the bustle of purchasers and the readiness of the sellers, the vans with fresh and delicious bread and the benches with an endless variety of nuts, olives and a few more things that beg for us to take them home. 


And of course, the wonderful fish that becomes a regular presence in almost all our meals while we are there.
Whether it is sardines or mackerel, a beautiful gilthead seabream or some fantastic mussels, fish is always of one those meals that are already part of our summer months in an unquestionably manner.

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É uma altura do ano em que a tristeza simplesmente desaparece e é antes substituída pela energia que todas as cores desta época nos parecem transmitir. 
São as festas nas aldeias que se seguem umas atrás das outras, são os piqueniques que agora se tornam frequentes, são as idas à praia e o convívio familiar que ganha todo um novo fôlego porque a vontade de partilhar e brindar à vida nestes meses renova-se e renasce.
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It is a time of year when sorrow simply disappears and is instead replaced by an energy that all the colors of the season seem to convey.

It's the local village parties that follow one after the other, it's the picnics that now become frequent, it's the trips to the beach and the family environment that gains a whole new life because the desire to share and toast to life is renewed and reborn in these months.


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E que melhor forma de celebrar o verão do que um jantar no jardim enquanto as crianças correm e brincam sem horários marcados, com um prato de mexilhões envolvidos num molho cremoso, uma fatia de pão torrado e um copo de vinho branco fresco?  

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And what better way to celebrate summer than a dinner served in the garden while the children run and play without scheduled times, with a plate of mussels involved in a creamy sauce, a slice of toasted bread and a glass of white wine?


{Cocote Ovalada Le Creuset em verde palm aqui}  


{Film Photography by  Nuno Ribeiro developed and scanned at Carmencita Film Lab}  





Ingredientes

  • 1 kg de mexilhões na casca, limpos e sem os bigodes
  • 1 cebola pequena finamente picada
  • 1 dente de alho finamente picado
  • 1/2 c. sopa de manteiga
  • 1 fio de azeite
  • 100 ml de vinho branco
  • 400 ml de natas magras
  • 2 c. sopa de polpa de tomate
  • 1 punhado de salsa picada
  • Sal
  • Pimenta  
  • Pão torrado a gosto

Preparação

1. Num tacho grande colocar o azeite, a manteiga, a cebola e o alho e deixar amolecer em lume médio. 

2. Juntar o vinho branco e aumentar o lume. Juntar os mexilhões, tapar e deixar cozinhar por cerca de 10 minutos.

3. Juntar as natas e a polpa de tomate e retificar os temperos. Deixar o molho ferver e retirar do lume.

4. Juntar a salsa e servir com pão torrado.




Quinoa Healthy Granola Bars... and a Portuguese blog

{Barrinhas de Granola e Quinoa saudáveis... e um blog Português}

Existe um ditado antigo que diz que a pressa é inimiga da perfeição. E nada prova melhor isso do que o trabalho e planeamento por trás de uma fotografia de rolo. 
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There is an old portuguese saying that says that haste is the ultimate enemy of perfection. And nothing proves it better than the work and planning behind a film photograph.

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Num tempo em que o rápido se tornou comum e até imprescindível, em que a comida é rápida, os disparos contínuos e o pensamento limitado impera a urgência de abrandar e pensar que esse ditado nunca antes fez tanto sentido.
Saber que um bolo cuja massa é batida durante longos minutos é aquele que fica mais fofo e cuja textura se desfaz na boca, saber que um por do sol assistido até a luz desaparecer no horizonte é aquele que nos faz ver o mundo numa outra luz absolutamente mágica. Saber que a melhor receita é aquela na qual pensamos e repensamos, juntamos e apimentamos e acrescentamos sempre um pouco mais... de algo e de nós.

E saber que os longos momentos perdidos a pensar na composição perfeita e no enquadramento que irá levar a um outro nível a nossa fotografia valem mais do que a pena. Porque quando o resultado final nos chega do laboratório o nosso coração acelera, sentimos um friozinho na barriga e os nossos olhos brilham.    
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In a time when the quick as become common and even essential, where the food is fast, the shooting is continuous and the thinking is limited there's an urgency to slow down and think that this old saying never made so much sense before.
Knowing that a cake whose batter is beaten for several minutes is the one more fluffy and whose texture melts in the mouth, knowing that a sunset watched until the light disappears on the horizon is the one that makes us see the world in another absolutely magic light. Knowing that the best recipe is one in which we think and rethink, in which we mix and spice up and always add a little more ... of something and of us.

And knowing that the long lost moments thinking about the perfect composition and the framing that will put our photo on another level are more than worth it. Because when the end result comes from the lab our heart accelerates, we feel butterflies in our stomach and our eyes just shine.


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É essa a minha procura que se vem tornando uma quase obsessão. Uma história que retenha a atenção do leitor da primeira à última palavra, não longa mas demorada na sua essência e que se estenda para além do ponto final.
Uma receita que não seja apenas uma versão de tantas outras de apenas de mais do mesmo, mas uma cuja elaboração é pensada ao pormenor para aliciar e deliciar.

E fotos que, não sendo rápidas e instantâneas, são ao invés demoradas na execução mas que refletem a transparência daquilo que capturam.
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That is my demand which has been turning almost as some kind of an obsession. A story that holds the reader's attention from the first to the very last word, not long but delayed in its essence that may extend itself beyond the period mark.
A recipe that is not only one version of so many others with more of the same, but one whose development is thought to detail to entice and delight.

And photos that, although not quick and instant, are rather time consuming in execution but that reflect the transparency of what is captured.

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Faço-o porque acredito num tipo de concretização pessoal que vai muito além de qualquer coisa. Faço-o sem esperar grande retorno de reconhecimento além daquele que me chega das pessoas que já há muito me acompanham mesmo que de forma silenciosa. Faço-o mesmo quando pequenas desilusões, neste mundo rápido e competitivo, me atingem como é somente natural.

Mas hoje gostava de vos dizer, a todos desse lado, que eu gostava de estar ali. Naquela lista de nomeados para a distinção suprema que são os Saveur Awards.
Hoje peço-vos que nomeiem o Suvelle Cuisine na categoria de Best Photography porque cada nomeação conta como um voto. Porque é um minuto que hoje vos peço para perderem numa infíma possibilidade de colocarem um blog português aqui: http://www.saveur.com/blog-awards-2016-nominate 
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I do it because I believe in a kind of personal achievement that goes far beyond anything. I do it without expecting great recognition or any return other than that which comes to me from people who have long accompanied me even silently. I do it even when small disappointments in this fast and competitive world, hit me as it is only natural.

But now I'd like to tell you, you who are on that side, that I would really like to be there. Among that list of nominees for the supreme distinction that are the Saveur Awards.
Today I ask you to nominate Suvelle Cuisine under Best Photography because every nomination count as a vote. Because it is a minute that today I ask of you for a tiny possibility of placing a Portuguese blog here: http://www.saveur.com/blog-awards-2016-nominate  





Ingredientes

  • 3 chávenas de flocos de aveia biológicos
  • 1 chávena de quinoa
  • 1 chávena de quinoa tufada
  • 1 chávena de mistura de sementes (linhaça + sementes de girassol + sementes abóbora)
  • 1/3 chávena sementes chia
  • 1/2 chávena de melaço
  • 1/2 chávena de mel
  • 1/3 chávena de manteiga de amêndoas (ou de amendoim)
  • 1 c. chá de sal marinho não refinado

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 185ºC.

2. Num tabuleiro de forno dispor a quinoa numa camada e levar a tostar por cerca de 10 m até que fique dourada, mexendo-a a meio do tempo.

3. Numa taça grande colocar os flocos de aveia, a quinoa tufada, as sementes, a quinoa tostada e o sal e mexer, misturando bem.

4. Numa outra taça misturar o mel, o melaço e a manteiga de amêndoas e levar ao microondas na potência máxima por 1 minuto. Retirar com cuidado e mexer bem para que obter uma mistura homogénea.

5. Deitar a mistura liquida à mistura dos cereais e envolver muito bem para que se misture tudo muito bem.

6. Colocar uma folha de papel vegetal num tabuleiro de forno e por cima deitar a a mistura da granola. Espalhar a mistura pelo tabuleiro e colocar outra folha de papel vegetal por cima. Com a ajudar de uma caneca ou copo, alisar muito bem e pressionar o mais possível para que fique uma camada de espessura de cerca de 1 dedo e meio. Remover a folha de papel superior.

7. Levar ao forno cerca de 20 a 25 minutos ou até que fique tostadinho. Retirar e ao fim de 5 minutos remover o papel com a granola do tabuleiro. Deixar arrefecer completamente e cortar em barrinhas. Conservar num recipiente hermético no frigorifico até ao máximo de 1 semana. 




Souffles de cerejas com coulis de cereja... segundo a lenda

{Cherry souffle with cherry coulis... according to the legend}

          { Este post foi feito com o patrocínio de Le Creuset / This is a Sponsored post by Le Creuset}

Reza a lenda que um souffle deve ser retirado do forno quase sem respirar, colocado com um imenso cuidado sobre a mesa e comido de imediato.
Reza a lenda que uma boa dona de casa deve saber fazer o souffle perfeito, bem alto e fofo como um pedaço de nuvem que se desfaz a cada pequena dentada.     
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Legend has it a souffle should be removed from the oven without a breath, placed with great care on the table and eaten immediately.
Legend has it that a good housewife should know how to make the perfect souffle, high and fluffy like a piece of cloud that breaks at every little bite.

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Determinada a ser a dona de casa mais do que perfeita, decidi que o souffle perfeito eu faria. Custasse o que custasse o meu souffle sairia alto, lindo e absolutamente delicioso. 
E foi assim, que num fim de semana prolongado a busca pelas cerejas - também elas perfeitas - começou. No mercado, em cestas perfeitas e a competir com os morangos lindos e vibrantes, ali estavam elas a convidar-me para uma tarde na cozinha. 
Um convite que aceitei de imediato. 
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Determined to be a housewife more than perfect, I decided that the perfect souffle I would make. No matter what my souffle would come high, beautiful and absolutely delicious.
And so it was on a long weekend that the search for the cherries - also perfect - began. In the market, in perfect baskets competing with the beautiful and vibrant strawberries, there they were asking me for an afternoon in the kitchen.
An invitation I accepted immediately.

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É que para mim uma tarde na cozinha a testar receitas e a brincar com os meus brinquedos novos é um programa mais do que bem vindo.
E assim, enquanto as crianças brincam lá fora, eu suspiro enquanto o souffle vai crescendo muito lentamente dentro do forno. Sei que não posso respirar quando o retiro de lá, com um enorme cuidado e delicadeza porque afinal a lenda é para ser respeitada. 
E sei, enquanto caminho com ele nas mãos e o cheiro me vai entrando pelos sentidos, que o resultado será ainda melhor do que tinha esperado.   
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It´s that for me one afternoon in the kitchen testing recipes and playing with my new toys is a more than welcome program.
And so, while the children play outside, I sigh as the souffle is growing very slowly in the oven. I know I can not breathe when I take it out from there, with great care and delicacy because afterall the legend is to be respected.
And I know, as I walk with it in my hands and the smell breaks through the senses, the result will be even better than I had expected.

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À primeira colherada sei, com absoluta certeza, que segundo a lenda sou a dona de casa perfeita porque os meus souffles são tudo aquilo por que esperei: altos, suaves e delicados na boca e numa combinação que fez mais do que furor.  
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At the first spoonful I know, with absolute certainty, that according to legend I'm the perfect housewife because my souffles are everything I hoped for: high, soft and delicate in the mouth and a combination that certainly made success.



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{Film Photography by  Nuno Ribeiro developed and scanned at Carmencita Film Lab}  



Ingredientes

  • 4 claras de ovo (biológicos)
  • 1 c. chá de amido de milho (maizena)
  • 4 c. sopa de açúcar
  • 1 pitada de sal
  • 400gr de cerejas descaroçadas
  • 3 c. sopa de açúcar mascavado
  • Açúcar em pó para polvilhar

Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 200ºC.

2. Num pequeno tacho colocar as cerejas e o açúcar mascavado e deixar cozinhar por cerca de 15 minutos. Triturar com uma varinha mágica e coar com um passador. Colocar no frigorifico para arrefecer.

3.  Bater as claras até que formem espuma. Juntar o amido de milho e o sal e bater em velocidade alta. Juntar uma colher de sopa de açúcar de cada vez mexendo muito bem entre cada uma.

4. Deitar cerca de 1/3 do coulis já arrefecido no merengue e envolver delicadamente com uma espátula. Deitar o preparado nos ramequins e levar ao forno cerca de 15 a 17 minutos.

5. Retirar com cuidado e servir com o restante coulis por cima e açúcar em pó.