Tarte brûlée de alperces com base de espelta... e as exceções

{Apricot brulee tart with spelt crust... and the exceptions}


{ Este post foi feito com o patrocínio da Quinta do Arneiro / This is a Sponsored post by Quinta do Arneiro}


A alimentação dos meus filhos é algo que me preocupa ainda antes de eles nascerem. E sei que me irá continuar a preocupar, muito possivelmente, até ser bem velhinha e talvez já avó.
Evito que comam alimentos com açúcar refinado, alimentos processados e basicamente tudo o que venha dentro de um pacote de compra - até mesmo as bolachas maria.   
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What my children eat is something that worries me even before they were born. And I know I will continue to worry, quite possibly until I'm very old and maybe a grandmother.
I avoid them to eat foods with refined sugars, processed foods and basically anything that comes inside a shopping package - even the simple biscuits for kids.

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Mas a minha abordagem em relação a isto, talvez como para com tudo na minha vida, não é de todo uma abordagem extremista e é, sim, uma procura incansável de que eles aprendam por si a fazer boas escolhas e que cresçam acima de tudo com um palato trabalhado e ensinado. 
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But my approach to this, perhaps as for everything in my life, is not at all an extremist one and is, rather, a relentless demand for them to learn by themselves to make good choices and to grow above all with a very worked and taught palate.

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A alimentação deles começa em primeiro lugar dentro de casa e, muito honestamente, acredito que começa por nós, os pais. Os meus filhos podem e devem comer tudo aquilo que quer eu, quer o pai, comemos. Sim, um chocolate ou uma batata frita também estão incluídos. Não acredito em comer algo e não deixar os meus filhos experimentar aquilo que eu como.
Se vou a uma festa e tenho vontade de comer um daqueles doces verdadeiramente pecaminosos, ou um salgado frito, para mim é tão somente natural que os deixe também comer se me pedirem. 

Mas a questão essencial é que, dentro de minha casa, a regra não são salgados fritos ou doces carregados de açúcar refinado. 
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The way they eat begins first and foremost in our home and, quite honestly, I think it starts with us, parents. My children can and should eat whatever their father and I eat. Yes, a chocolate or some chips are also included. I don't believe in eating something and not letting my children experience what I'm eating.
If I go to a party and I want to eat one of those truly sinful sweets, fried or salty, for me is but natural that I let them try to if they ask me to.

But the essential point is that inside my house the rule are not savoury fried treats or desserts loaded with refined sugar.

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Quando nos sentamos à mesa todos comemos o mesmo. A refeição que faço para nós é a mesma que eles comem. 
E, salvo exceções muito pontuais, não há nada que eu coma à frente deles que não esteja preparada para lhes dar também. E o curioso disto? Coisas que nem sequer pensava que eles quereriam como por exemplo iogurte natural com sementes ou uma salada de tomate cherry com balsâmico, são eles a pedir-me - e a gostar genuínamente.
Acredito que os nossos filhos aprendem em primeiro lugar com os nossos exemplos, especialmente das duas pessoas que mais amam na vida, os pais. E a alimentação é seguramente algo em que isso acontece.
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When we sit at the table we all eat the same. The meal I do for me and my husband is the same they eat.
And, except for very specific exceptions, there is nothing that I eat in front of them that I'm not prepared to give them as well. And the curious thing about this? Things I didn't even think that they would want such as natural yogurt with seeds or cherry tomato salad with balsamic, they ask me to eat - and like it genuinely.
I believe that our children learn first from our examples, especially from the two people they love most in life, their parents. And the food is certainly something where this happens.

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Não acredito que proíbir - excepto bebidas alcoolicas naturalmente - seja a melhor forma de educar a sua alimentação. Acredito sim em muni-los, da melhor forma possível, com a capacidade de eles próprios tomarem as suas decisões de forma acertada.

E é por isso que, num fim de semana ocasional faço um doce mais extravagante e os deixo deliciar com ele. 
Uma tarte de leite creme, coberta com os fabulosos alperces da Quinta do Arneiro, biológicos e docinhos como se quer, ligeiramente caramelizados... porque a vida também são exceções.
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I don't believe in prohibiting - except alcoholic beverages naturally - is the best way to educate the way they see food. I do believe in giving them the right tools in the best possible way, so they gain the ability to make right decisions for themselves.

And that is why, in an occasional weekend  I make a fancier dessert and let them delight in it.
A créme brullê tart, covered with the fabulous apricots from Quinta do Arneiro, biological and so sweet as they should, slightly caramelized ... because life is also made with exceptions.

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{Film Photography by  Nuno Ribeiro developed and scanned at Carmencita Film Lab}  




Ingredientes
Base
  • 150 gr farinha de espelta branca
  • 150 gr farinha de espelta integral
  • 120 gr manteiga
  • 1 chávena café de água fria
  • 1 c. chá açúcar mascavado
  • 1 c. chá de sal
Leite-creme (Crème brûlée)
  • 1 l de leite biológico
  • 6 gemas de ovos biológicos
  • 150 gr açúcar mascavado
  • 40 gr maizena
  • 1 c. chá de extrato de baunilha
Montagem
  • 12 alperces biológicos
  • Açúcar mascavado 
  • 3 raminhos de tomilho-limão fresco
Preparação

1. Pré-aquecer o forno a 180ºC.

2. Numa taça grande coloque as farinhas de espelta e a manteiga e com os dedos desfaça a manteiga de forma a incorporar na farinha. Junte a água, o açúcar e sal e amasse bem até formar uma bola consistente. Se necessário adicionar um pouco mais de água. 

3. Estender a massa com um rolo e colocar numa form de tarte redonda. Cortar os rebordos e picar com um garfo. Levar ao forno cerca de 15 minutos.

4. Num tacho colocar o leite a ferver. 

5. Numa tigela colocar as gemas e bater muito bem com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Juntar a maizena e continuar a bater.

6. Quando o leite ferver deitar em fio cerca de 1/3 do leite para os ovos mexendo sempre com uma vara de arames. Deitar o preparado ao resto do leite e levar de novo ao lume. Juntar a baunilha e mexer até engrossar. 

7. Deitar o creme na tarte e por cima dispor os alperces cortados ao meio e descaroçados voltados para cima. Polvilhar a tarte toda com açúcar mascavado e levar ao forno na opção de grill.
NOTA: tapar o rebordo da tarte com papel de alumínio para evitar que queime como aconteceu comigo.

8. Quando o topo estiver caramelizado, retirar do forno e polvilhar com as folhinhas do tomilho-limão.




Cocottes de frango, tomilho e nozes... e o mar

{Chicken, thyme and walnuts Cocottes... and the sea}

Entre um beijo e um sorriso ele disse-lhe, em forma de sussurro como quem sabe exatamente o que isso significa, que a levaria a ver o mar. Com um toque leve desviou-lhe o cabelo do rosto como sempre fazia e olhou-a nos olhos. Ela suspirou, retribui-lhe o olhar e disse que sim com aquele entusiasmo próprio de uma criança que recebe um doce.
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Between a kiss and a smile he told her, in a whisper, knowing exactly what it means, that he would take her to see the sea. With a light touch he turned a strand of hair away from her face in an already usual movement and looked into her eyes. She sighed, returned his gaze and said yes with such enthusiasm as if a child receiving a sweet.

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Passearam sem pressas, percorreram as pedras da calçada enquanto conversavam e, tal como ele prometera, foram ver o mar. 
O sol brilhava timidamente entre as nuvens que em breve se lhe sobreporiam e ambos se deixaram levar pelo som das ondas agitadas enquanto o resto da vida parava, ainda que por breves momentos, para que eles pudessem desfrutar aquela imensidão de azul e de paz. 
Ela perguntou-lhe se podiam ir comer um queque, daqueles que costumavam comer sempre que lá iam. Ele, como sempre fazia quando ela lhe pedia algo, disse que sim sem sequer hesitar.    
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They strolled unhurriedly, walked the cobblestones as they talked and, as he had promised, they went to see the sea.
The sun was shining timidly among the clouds that soon would overlap and both were carried away by the sound of the agitated waves while the rest of their lives stopped, even if briefly, so that they could enjoy that immensity of blue and peace.
She asked him if they could go eat a cupcake, one of those which they used to eat whenever they went there. And, as he always did when she asked him something, he said yes without even hesitating.

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Essa foi uma tarde simples, sem nada demasiado especial ou de elevada importância, mas que ficou guardada no coração dela. Uma tarde em que viu o mar e viu, uma vez mais, o amor nos olhos dele e em todos os seus pequenos gestos.
E quem sabe talvez, um dia quando ambos forem velhinhos, ela recordará ainda nitidamente as ondas desse dia e lhe pedirá, uma vez mais, para irem de novo ver o mar.     
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That was a simple afternoon with nothing too special or of high importance, but it was kept in her heart. One afternoon in which she saw the sea and saw, once more, the love in his eyes and in all of his smallest gestures.
And who knows maybe one day when they are both old, she will still clearly remember the waves of that day and ask him once again to go see the sea.

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{Film Photography by Nuno Ribeiro developed and scanned at Carmencita Film Lab}  




Ingredientes
  • 300gr farinha espelta branca biológica
  • 130gr manteiga
  • 70ml de água fria
  • pitada de sal
Recheio
  • 1 colher de sopa de óleo de coco biológico
  • 1 chalota picada
  • 300 gr de frango cozinhado desfiado
  • 300 ml de leite biológico
  • 30gr farinha espelta branca
  • 15gr de manteiga
  • 1 colher de sopa de folhinhas de tomilho limão
  • 1 punhado de nozes
  • 3 colheres de sopa de queijo da Ilha

Preparação

1Amassar a farinha com o sal, a manteiga e a água e formar uma bola. Esticar com o rolo numa superfície enfarinhada e cortar discos com o auxilio das cocottes que se irão utilizar.

2. Pré-aquecer o forno a 180ºC

3. Num tachinho colocar o óleo de coco com a cebola e cozinhar em lume médio até a cebola alourar. Juntar o frango desfiado, as nozes e o tomilho-limão e deixar alourar um pouco.

4. Acrescentar a manteiga e deixar derreter. Juntar a farinha e mexer muito bem de forma a que a farinha cozinhe na gordura e se misture com os sabores. Juntar o leite, continuando a mexer e deixar engrossar até obter um molho cremoso.

5. Distribuir o recheio pelas cocottes e cobrir com as tampinhas de massa. Levar ao forno cerca de 15 minutos, ou até as tampas dourarem bem. No final desse tempo, virar as tampas ao contrário, polvilhar com o queijo e levar de novo ao forno até o queijo dourar ligeiramente.



Tarte de Repolho com frango... com a Quinta do Arneiro

{Cabbage and chicken tart... with Quinta do Arneiro (organic farm)}

Cresci a ir aos mercados com a minha mãe e a saber escolher quais os melhores bróculos, quais as alfaces de cultivo caseiro, quais os tomates melhores e quais os de produção industrial.
Um dos maiores ensinamentos que tive e com o qual vivo a minha vida é de que a alimentação e a escolha daquilo que trazemos à nossa mesa e à da nossa familia é o maior legado que podemos ter. 
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I grew up going to the market with my mother and learning how to choose what the best broccoli were, which were the home grown lettuces, which were the best tomatoes and which ones were from industrial production.
One of the biggest lessons I have had and with which I live my life is that the food and the choice of what we bring to our table and our family's is the greatest legacy we can have.

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Não é pois de estranhar que na minha cozinha só entrem produtos biológicos, aqueles produtos que por vezes vêm da vizinha do lado, da aldeia de quando lá vamos ou aqueles que compramos no mercado às velhotas que não têm muito mas apenas aquilo que a hortinha deu este ano. 

Não se trata de uma moda, trata-se de um estilo de vida em que acredito. Porque acredito efetivamente que somos aquilo que comemos. Acredito em minimizar ao máximo a quantidade de quimicos, hormonas, antibióticos e afins que coloco na minha mesa e no meu prato e acredito que isso contribui em grande escala para a minha saúde e da minha família.  
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It is therefore not surprising that in my kitchen are only allowed organic products, those products that sometimes come from the neighbor next door, from the village when we have the chance to go there or those we buy in the market to the old ladies who do not have much but just what the vegetable garden gave this season.

This is not just some momentum thing, it's a way of living. Because actually I believe that we are what we eat. I believe in minimizing the most I can the amount of chemicals, hormones, antibiotics and the likes on my table and on my plate and I believe this contributes on a large scale for my health and my family's.
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E não é de estranhar pois que me tenha identificado de imediato com a filosofia da Quinta do Arneiro. Com uma produção biológica e mesmo ao lado da minha casa, na belíssima zona de Mafra, esta quinta tem valores com os quais me identifico e produtos com verdadeira qualidade. 
Com a Luísa e a sua equipa partilho a opinião de que a natureza tem as melhores receitas para uma vida longa e saudável e que a agricultura biológica é a única saída para um mundo melhor e mais sustentável. 
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It is not surprising therefore that I immediately identified myself with the philosophy of Quinta do Arneiro. With organic production and right next to my house, in the beautiful area of Mafra, this farm has values with which I believe and products with real quality.
With Luísa and her team I share the view that nature has the best recipes for a long and healthy life and that organic farming is the only way to a better world and a more sustainable one.



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Os cabazes que me chegam são belos com os seus produtos perfeitamente toscos e imperfeitos, repletos de sabor e verdadeira qualidade e, sabendo que o que lá vem é o que a época nos dá, torna-se o mote para usar a imaginação e reinventar sabores.

E assim nasce uma tarte adaptada de uma receita originalmente francesa que me deixa a ansiar por mais um cabaz e mais um desafio. 

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The baskets that come to me are beautiful with their perfectly and imperfect rough goods , full of flavor and true quality and, knowing that what they hold is what the season gives us, the motto becomes to use your imagination and reinvent flavors .

And so this tart is born, adapted from an originally French recipe that makes me yearn for another basket and more challenges like this one.


Este post foi feito com o patrocínio da Quinta do Arneiro





Ingredientes

  • 1 repolho médio  (biológico)
  • Manteiga para barrar
  • 1 c. sopa de óleo de coco (ou azeite)
  • 1 cebola picadinha  (biológica)
  • 2 cenouras cortadas em pedacinhos  (biológicas)
  • 1 dente de alho
  • 300 gr de peito de frango (biológico) 
  • 1 folha de louro
  • 1 raminho de tomilho limão  (biológico)
  • 1/2 c. chá de especiarias Rabelais (ou mistura de cominhos e noz moscada)
  • 200 gr de tomate pelado (biológico) 
  • 1 ovo  (biológico)

Preparação

1. Colocar uma panela com água a ferver. Lavar e separar as folhas do repolho removendo a parte mais dura do caule. Escaldar as folhas durante cerca de 8 minutos, escorrer e reservar.

2. Barrar uma forma redonda de bolo com manteiga e colocar no fundo uma das folhas maiores e mais bonitas. Por cima colocar mais folhas de forma a cobrir os lados.

3. Num tachinho colocar o óleo de coco e juntar a cebola e cenoura picadas e cozinhar até que amoleçam. Juntar o frango picado, o alho, as especiarias, o louro, o tomilho e sal e deixar que a carne cozinhe. 

4. Juntar o tomate e os sucos, envolver bem e deixar cozinhar até que quase todo o liquido tenha evaporado, cerca de 10 minutos. 

5. Pré-aquecer o forno a 180ºC

6.  Quando a carne tiver arrefecido, descartar o louro e o tomilho e juntar o ovo batido envolvendo bem. Colocar uma porção da carne por cima da couve e cobrir com 2 folhas mais do repolho. Repetir até acabar a carne e fechar as pontas do repolho.

7. Levar ao forno por 40 minutos. Desenformar e servir de imediato.

*receita adaptada de A Kitchen in France




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