Panqueca de maçã no forno... e o meu avô eterno.


{scroll down for english version}


Perder um avô é natural, é o ciclo da vida. É triste, é um assim tem de ser.

untitled-52

Mas é perder um pouco de nós. É sentir, finalmente e como se até ao momento fosse apenas uma ideia vaga, que há um determinado momento que não volta mais.
É sentir que falta algo agora e de ora em diante. É sentir que aquele pedacinho da nossa infância que tentamos agarrar com todas as forças que a memória esquecida nos permite se começa a desvanecer.

Panqueca untitled-50

Perder um avô, depois de uma avó, ainda que natural é uma perda que nos invade o âmago e nos desafia a encarar o futuro agora que o passado é tão somente uma lembrança. Uma recordação.

untitled-14-2

É, por muito que não queiramos, perder um pedacinho que quem somos e do que fomos.
Mas eu não quero perder. Quero guardar para sempre mesmo quando a imagem se dissipar.

untitled-48 untitled-58

Porque um avô nunca se perde.
Um avô fica para sempre no nosso coração... ali... ao lado de quem já lá está. Um Avô acompanha-nos mesmo quando já não está presente.

O meu avô, será também ele para sempre eterno.

Ingredientes


  • 3 c. sopa de manteiga vegetal
  • 3 maçãs pequenas Gala
  • 2 c. sopa de açúcar amarelo
  • 1 c. chá e canela
  • 4 ovos, preferencialmente biológicos
  • 1 chávena de leite 
  • 1 c. chá de aroma de baunilha
  • 1 chávena de farinha
  • 1/4 chávena de amêndoa laminada
  • 1/4 chávena de sultanas douradas
  • 1 pitada de sal
  • Açúcar em pó para polvilhar

Preparação

1. Numa frigideira aquecer a manteiga e juntar açúcar amarelo, mexer deixando dissolver. Juntar a maçã cortada em meias luas e deixar em lume médio alto para caramelizar.

2. Bater os ovos com o leite e a baunilha. Juntar a farinha e mexer com umas varas até obter um creme.

3. Deitar o preparado por cima da pêra, distribuindo uniformemente. Polvilhar com a amêndoa e as sultanas.

4. Levar ao forno a 220º até que a panqueca cresça e fique dourada. Polvilhar com o açúcar em pó.




sigam o Suvelle Cuisine no Facebook Instagram }

 Bom apetite, Su



Apple oven pancake... and my eternal grandfather

Losing a grandparent is natural, it's the cycle of life. It's sad, is a must be.

But it's losing a little of ourselves. One feels, finally as so far was only a vague idea that there is a point of life that won't come back.
One feels that something is missing now and hereafter. One feels that that little piece of our childhood we try to grasp with all the forces that our forgotten memory allows us just begins to fade.

Losing a grandfather, after a grandmother, although natural is a loss that invades in the core and challenges us to face the future now that the past is only a memory. A recall.

It is, as much as we don't want to, to loose a bit of who we are and what we were.
But I don't want to loose. I want to keep forever even when the image dissipates.

A grandfather is forever in our hearts ... there ... right next to who is already there. A Grandfather accompanies us even when it is not present anymore.

My grandfather, he will also be forever eternal.

Ingredients:
  • 3 tblspoon vegetable butter
  • 3 small apples Anjou
  • 2 tblspoon brown sugar
  • 1 teaspoon cinnamon
  • 4 eggs, preferably organic
  • 1 cup milk
  • 1 teaspoon vanilla flavor
  • 1 cup Flour
  • 1/4 cup sliced almonds
  • 1/4 cup golden raisins
  • 1 pinch of salt
  • Powdered sugar for dusting


Method

1. In a frying pan melt the butter and add brown sugar, stirring to dissolve. Add the apple cut into half moons and leave on medium high heat to caramelize.

2. Beat the eggs with the milk and vanilla. Add the flour and stir until a creamy consistency forms.

3. Pour the prepared over the pear, distributing evenly. Sprinkle with almonds and raisins.

4. Bake at 220ºC until the pancake is golden brown and puffed. Sprinkle with powdered sugar.


follow Suvelle Cuisine on Facebook and Instagram}

 Bom apetite, Su

14 comentários:

  1. Beijo enorme enorme enorme... e doce!

    ResponderEliminar
  2. Tão verdade! Os avós nunca se perdem. Permanecem em nós para sempre.
    Um beijo enorme e que fotos lindas Su, como sempre :)**

    ResponderEliminar
  3. Concordo tanto contigo, Su
    A minha avó que mais me recordo, com que mais tempo passei, que me dizia dos meus amigos "ah, aquele é girinho", essa avó com quem tanto aprendi, que me fazia as roupinhas das bonecas, que nunca falhava um recado, que tantas camisolas me fez e que eu adorava, faleceu a um mês de fazer 100 anos. Uma senhora que lia em francês e que educou dois filhos na perfeição, com um sentido de integridade maravilhoso, meu pai e meu tio.
    De certeza que há mais uma estrelinha no céu.
    Uma panqueca difícil de não se gostar!
    Um beijinho cheio de ternura para ti.
    Cláudia

    ResponderEliminar
  4. Mais um vez, fiquei de lagrimas nos olhos... nem consigo ver a panqueca....
    Mas sim, os avós e os pais são eternos!

    ResponderEliminar
  5. Um abraço daqueles bem fortes, cheio de carinho....
    Força.
    bj

    ResponderEliminar
  6. O amor é eterno...
    Ficou absolutamente apetitosa esta panqueca!
    Bjinhos

    ResponderEliminar
  7. Ai Su... que post forte! Admiro a tua coragem, custa tanto perder alguém eu felizmente já perdi muitas pessoas queridas mas sinto que estão sempre presentes!

    ResponderEliminar
  8. Eles ficam sempre no nosso coração! Como diz a Patrícia, o amor é eterno...
    Fantástica receita e uma apresentação maravilhosa...
    um beijinho

    ResponderEliminar
  9. Su, este ano perdi o meu avô, não o marido da minha avó com quem moro, mas o meu outro avô, que não via tanto, mas amava muito, e a dor continua cá, a saudade fica sempre, mas as boas lembranças são eternas, eles são e serão sempre um pedaço de nós, da nossa vida.
    E essa paqueca é tão fofa.
    Um beijinho.

    ResponderEliminar
  10. Fez-me chorar.
    Já perdi avós, pai, mãe e dois irmãos.
    Mas o amor por ele é eterno e está sempre aqui, no meu coração e no pensamento.
    A tarte tem um ótimo aspeto.
    Muito obrigada.
    Um abraço.

    ResponderEliminar
  11. Os avós são eternos no nosso coração mas sinto falta das histórias, do poder perguntar. Agora já não dá, o que me lembro do que me contaram está cá mas o que ficou por sabar jamais poderei recuperar.

    ResponderEliminar
  12. Querida Su, a vida é injusta ao ponto de nos levar aqueles que nos são taõ queridos. Também já perdi todos os meus avós e até a minha mãe que eu tanto amava. Ma sficam as boas recordações, os momentos felizes que passámos com eles. Custa, claro que sim, dói, muito, mas é a lei da vida.
    Essas panquecas estão lindas e deliciosas, nota-se que foram feitas com muito amor. :)
    Um grande beijinho.

    ResponderEliminar
  13. Eu que perdi a minha avó há duas semanas, sinto este texto como se fosse meu.
    :'(

    ResponderEliminar
  14. Eu sei do que falas, pois pode parecer-te ridículo o que vou escrever, mas para mim foi mais duro perder o meu avô que o meu pai acreditas?
    O meu avô, aliás avós, fazem parte de todas as boas memórias e lembranças que tenho da infância e olha, foi engraçado, porque aquando do processo de adopção da Lily, eu e o meu marido tivemos de fazer um exercício de falar de memórias de infância através dos sentidos e foi nesse dia que conclui que todas as minhas boas memórias e as mais marcantes e felizes, a nível dos sentidos, foram passadas com os meus avós, no Norte, na casa e aldeia das quais ainda hoje morro de saudades...
    A tua panqueca é absolutamente maravilhosa e já provava uma fatia.
    Um beijinho grande doce Su,
    Lia.

    ResponderEliminar