Tarte de Repolho com frango... com a Quinta do Arneiro

{Cabbage and chicken tart... with Quinta do Arneiro (organic farm)}

Cresci a ir aos mercados com a minha mãe e a saber escolher quais os melhores bróculos, quais as alfaces de cultivo caseiro, quais os tomates melhores e quais os de produção industrial.
Um dos maiores ensinamentos que tive e com o qual vivo a minha vida é de que a alimentação e a escolha daquilo que trazemos à nossa mesa e à da nossa familia é o maior legado que podemos ter. 
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I grew up going to the market with my mother and learning how to choose what the best broccoli were, which were the home grown lettuces, which were the best tomatoes and which ones were from industrial production.
One of the biggest lessons I have had and with which I live my life is that the food and the choice of what we bring to our table and our family's is the greatest legacy we can have.

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Não é pois de estranhar que na minha cozinha só entrem produtos biológicos, aqueles produtos que por vezes vêm da vizinha do lado, da aldeia de quando lá vamos ou aqueles que compramos no mercado às velhotas que não têm muito mas apenas aquilo que a hortinha deu este ano. 

Não se trata de uma moda, trata-se de um estilo de vida em que acredito. Porque acredito efetivamente que somos aquilo que comemos. Acredito em minimizar ao máximo a quantidade de quimicos, hormonas, antibióticos e afins que coloco na minha mesa e no meu prato e acredito que isso contribui em grande escala para a minha saúde e da minha família.  
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It is therefore not surprising that in my kitchen are only allowed organic products, those products that sometimes come from the neighbor next door, from the village when we have the chance to go there or those we buy in the market to the old ladies who do not have much but just what the vegetable garden gave this season.

This is not just some momentum thing, it's a way of living. Because actually I believe that we are what we eat. I believe in minimizing the most I can the amount of chemicals, hormones, antibiotics and the likes on my table and on my plate and I believe this contributes on a large scale for my health and my family's.
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E não é de estranhar pois que me tenha identificado de imediato com a filosofia da Quinta do Arneiro. Com uma produção biológica e mesmo ao lado da minha casa, na belíssima zona de Mafra, esta quinta tem valores com os quais me identifico e produtos com verdadeira qualidade. 
Com a Luísa e a sua equipa partilho a opinião de que a natureza tem as melhores receitas para uma vida longa e saudável e que a agricultura biológica é a única saída para um mundo melhor e mais sustentável. 
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It is not surprising therefore that I immediately identified myself with the philosophy of Quinta do Arneiro. With organic production and right next to my house, in the beautiful area of Mafra, this farm has values with which I believe and products with real quality.
With Luísa and her team I share the view that nature has the best recipes for a long and healthy life and that organic farming is the only way to a better world and a more sustainable one.



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Os cabazes que me chegam são belos com os seus produtos perfeitamente toscos e imperfeitos, repletos de sabor e verdadeira qualidade e, sabendo que o que lá vem é o que a época nos dá, torna-se o mote para usar a imaginação e reinventar sabores.

E assim nasce uma tarte adaptada de uma receita originalmente francesa que me deixa a ansiar por mais um cabaz e mais um desafio. 

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The baskets that come to me are beautiful with their perfectly and imperfect rough goods , full of flavor and true quality and, knowing that what they hold is what the season gives us, the motto becomes to use your imagination and reinvent flavors .

And so this tart is born, adapted from an originally French recipe that makes me yearn for another basket and more challenges like this one.


Este post foi feito com o patrocínio da Quinta do Arneiro





Ingredientes

  • 1 repolho médio  (biológico)
  • Manteiga para barrar
  • 1 c. sopa de óleo de coco (ou azeite)
  • 1 cebola picadinha  (biológica)
  • 2 cenouras cortadas em pedacinhos  (biológicas)
  • 1 dente de alho
  • 300 gr de peito de frango (biológico) 
  • 1 folha de louro
  • 1 raminho de tomilho limão  (biológico)
  • 1/2 c. chá de especiarias Rabelais (ou mistura de cominhos e noz moscada)
  • 200 gr de tomate pelado (biológico) 
  • 1 ovo  (biológico)

Preparação

1. Colocar uma panela com água a ferver. Lavar e separar as folhas do repolho removendo a parte mais dura do caule. Escaldar as folhas durante cerca de 8 minutos, escorrer e reservar.

2. Barrar uma forma redonda de bolo com manteiga e colocar no fundo uma das folhas maiores e mais bonitas. Por cima colocar mais folhas de forma a cobrir os lados.

3. Num tachinho colocar o óleo de coco e juntar a cebola e cenoura picadas e cozinhar até que amoleçam. Juntar o frango picado, o alho, as especiarias, o louro, o tomilho e sal e deixar que a carne cozinhe. 

4. Juntar o tomate e os sucos, envolver bem e deixar cozinhar até que quase todo o liquido tenha evaporado, cerca de 10 minutos. 

5. Pré-aquecer o forno a 180ºC

6.  Quando a carne tiver arrefecido, descartar o louro e o tomilho e juntar o ovo batido envolvendo bem. Colocar uma porção da carne por cima da couve e cobrir com 2 folhas mais do repolho. Repetir até acabar a carne e fechar as pontas do repolho.

7. Levar ao forno por 40 minutos. Desenformar e servir de imediato.

*receita adaptada de A Kitchen in France





{ Cabbage and chicken Tart Recipe }




Ingredients
  • 1 medium savoy cabbage  (organic)
  • Butter for pan
  • 1 tbspoon coconut oil (or olive oil)
  • 1 onion finely chopped (organic)
  • 2 carrots cut into small pieces (organic)
  • 1 clove garlic
  • 300g chicken breast (organic)
  • 1 bay leaf
  • 1 sprig of lemon thyme (organic)
  • 1/2 tspoon Rabelais spice (or cumin and nutmeg)
  • 200 gr diced tomato (organic)
  • 1 egg (organic)


Method


1Bring a pot with water to boil. Wash and separate the cabbage leaves by removing the hardest part of the stem. Scald the leaves for about 8 minutes, drain and set aside.

2. Grease a round cake tin with butter and place in the bottom one of the largest and most pretty leaves. On top put more sheets so as to cover the sides.

3. In a small pan put coconut oil and add the chopped onion and carrot and cook until softened. Add the minced chicken, garlic, spices, bay leaf, thyme and salt and let the meat cook.

4. Add the tomatoes and juices, wrap well and let cook until almost all the liquid has evaporated, about 10 minutes.

5. Preheat the oven to 180ºC

6. When the meat has cooled, discard the bay leaf and thyme and add the beaten egg mixing well. Place a portion of the meat over the cabbage and cover with 2 more cabbage leaves. Repeat until you finish the meat and close the cabbage tips.

7. Bake for 40 minutes. Unmold and serve immediately.

*recipe adapted from A Kitchen in France



12 comentários:

  1. Ainda há pouco tempo falava da importância de um bom produto biológico. Também já andei a cuscar os produtos da quinta do arneiro e parece sempre tudo tão maravilhoso. A receita está top, tenho marcada uma parecida no livro da tua Mimi. Kiss

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    1. O Chou Farci... que é precisamente de onde saiu a inspiração desta receita :D Fizemos no workshop dela e adorei, a versão original também é deliciosa! Faz que não te arrependes, esta minha é só uma versão mais light ;)

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  2. Que lindo post :)
    Também não acho que seja uma questão de modas! Concordo com as tuas palavras, somos aquilo que comemos! E os produtos dos supermercados vêm carregados de porcarias para crescerem mais rápido, em quantidades industriais!
    Também opto por comprar as coisas a uma senhora das que vende no mercado! Lá lhe ligo e digo o que preciso que ela me leve! Ou então a um senhor que tem uma mercearia aqui ao lado desde que me lembro, só com coisas da horta dele! Uma mercearia bem tosca, sem obras há mil anos, mas que os produtos são tão saborosos!
    Adorei a tua tarte! Ficou lindíssima, cheia de cor :)
    Deve ser deliciosa.
    Um beijinho

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    1. Obrigada Joana,
      os produtos sazonais e da hortinha são, além de muito mais saudáveis, repletos de muito mais sabor. Experimenta a tarte que vais gostar ;)
      Beijinhos

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  3. A cada dia que passa dou mais importância ao que trago para casa para comermos. E apesar de achar que de vez em quando aparecem uma modas que têm muito de interesses económicos e que servem alguns grupos económicos/produtores/vendedores, a questão de usar produtos biológicos nada tem a ver com isso.
    Felizmente, e durante toda a minha vida, sempre tive a grata sorte de ter familiares que cultivam. Ora foi o meu pai, ou a minha sogra, tios, primos. E agora como complemento também vou todas as semanas buscar um cabaz de produtos biológicos através de um projeto que se chama PROVE. Não só tenho a garantia de bons produtos, como sei que estamos a comer o que a natureza dá, sem químicos ou estufas, ou outros artifícios. Puro.
    A tua receita aparenta ser deliciosa, e as fotos maravilhosas, como sempre nos habituaste.
    Beijinhos
    Marta

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  4. Bom, para uma pessoa como eu que delira com couve lombarda - ou repolho! - esta receita deixou-me a salivar para o ecrã, o que digamos, é um nadinha mau ahahahaha. Que belas fotos, estão de querer comer e repetir!
    https://bloglairdutemps.blogspot.pt/

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  5. Nós somos o que comemos, e isso nunca será uma moda, o cuidado que temos em escolher os produtos de mais qualidade e biológicos, isso que passa de avós, para pais e destes para os filhos.
    Quando vejo crianças que não sabem de onde vêm os ovos e outras coisas, acho tão estranho, como sempre cresci rodeada de animais e horta.
    Que boa inspiração a desses produtos da Quinta e a receita da Mimi, adorei a tua versão tão bonita Su.
    Um beijinho.

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  6. Querida Su,
    Primeiro, concordo com tudo o que escreves. Um texto lindo e com o qual me identifico e muito.
    Sempre tive o privilégio de comer orgânico ou biológico desde criança. Tudo o que comíamos, ou vinha do Norte, de casa dos meus avós, produzido e criado por eles, ou de outros produtores da aldeia e cada viagem ao Norte, significava um carregamento desses bens alimentares para Lisboa. Desde os sacos de batatas, cebolas, azeite, carnes curadas e fumadas pelos meus avós, e até carnes frescas, das matanças da aldeia.
    Era uma época fabulosa e da qual sempre amei fazer parte e acho que daí advém esta minha conexão com a comida e com os alimentos.
    Em Lisboa, a minha mãe sempre comprou em mercados e senhoras e vendedores de rua e posso dizer-te que ainda hoje, não dispensa a sua visita ao mercado de Algés, onde já é conhecida há décadas e quase que faz parte da mobília.
    das coisas que aqui sinto mais falta, é dos nossos mercados de frescos, pois embora aqui os haja, são escassos e em nada se comparam aos nossos. O peixe então, é das coisas que sinto mais falta...
    Quanto ao teu chou farci, bem sabes que já o fiz e publiquei a receita original da Mimi e já virou clássico cá em casa, pois já foi repetido várias vezes.
    Esta tua versão com frango agrada-me muito e será certamente aqui reproduzida brevemente.
    Quanto ao meu gratinado, sim, fica com uma consistência final de fritatta e os scones com o toque do alecrim são divinos e como não trabalho muito (nada) a massa, não ficam densos nem massudos, ficando leves e com um interior super fofo.
    Um beijinho grande doce Su,
    Lia

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  7. Cada vez mais acredito que sou uma sortuda. Por ter crescido no campo, em casa dos meus avós, onde eles, ainda hoje, com 70 e muitos anos plantam com todo o amor e carinho os legumes, o porquinho e as galinhas para todos comermos. Antes dizia que um dia que eles deixassem de produzir carne caseira virava vegetariana, hoje, cada vez mais acredito que um dia irei eu plantar naquele pequeno terreno. Porque enquanto os meus amigos me acham esquisita por não gostar de comer os tomates sem sabor que existem todo ano no supermercado, eu passo o ano inteiro à espera da época das framboesas, ds courgettes e dos tomates coração de boi, e tudo tem outro saber. adorei o eu post, como sempre :)

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  8. :)
    Por acreditar no que dizes, estou a plantar grande parte das coisas que vou consumir... e o que não tenho, vem do mercado, precisamente da zona dos agricultores, daqueles que só têm mesmo meia duzia de coisinhas, mas que o sabor não tem qualquer tipo de comparação!

    Descobri há uns tempos o que eles vendem como cenouras "para os coelhos" que são cenourinhas mais pequeninas e com tanto sabor! Quando quero fazer guizados lá vou comprar cenouras dos coelhos :)

    Já "anotei" a receita, para experimentar num futuro próximo!
    Obrigada!

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  9. Su,
    Quando dizes que cresces te indo aos mercados e com a ajuda da mãe a escolher os melhores produtos revejo-me na perfeição. Fui e sou ume previlegiada em relação a produtos biológicos. Cresci na terra com o meu avô que plantava couves, ervilhas,tomates, alfaces, semeava batatas.... agora tenho o meu pai que faz tudo isso. Até ovos caseiros eu posso saborear.
    Desde produtos horticolas,a fruta e galinhas caseiras... sou uma sortuda poder desfrutar de todos esses alimentos com muito mais qualidade.
    Quanto à Quinta do Arneiro, já conheço e sigo a sua filosofia a algum tempo. Apesar de estar longe donde resido sempre que posso passo por lá, inclusive nos dias abertos que fazem anualmente.
    Quanto à receita... nada tenho mais a dizer, deve ser deliciosa e já a levei comigo :)

    Beijinho
    Ana
    Dona Delicia Atelier de Sabores

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