Básicos de Outono e a uma opinião sobre a abstenção

Fall Basics and an Opinion about abstention rates in Portugal



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Uma vez mais o país foi chamado às urnas e uma vez mais nos deparamos com uma taxa de abstenção impressionante. Mas, e ao contrário daquilo que tenho assistido nos últimos dias, acho que mais importante do que ofender quem opta por não votar é perceber quais as razões que levam a que isso aconteça.


No fim de semana passado o mote nas redes sociais foram as fotos do boletim eleitoral e o apelo ao exercício do direito de voto. E claro, depois de apurados os resultados, foi assistir às indignações sobre a taxa de abstenção.

Troquei até uma breve reflexão com alguém que considero bastante inteligente e que está na área do marketing digital ( @charliecfm ) em que ele mencionava o facto de efetivamente continuarmos a ter um modo de fazer campanha política como se fazia há 30 anos atrás.


A verdade é que a generalidade dos políticos não espelham e não chegam às camadas mais jovens. A política está, tal como o nosso país, a envelhecer e mantém-se retrógrada e presa a um pós 25 de Abril que simplesmente já não diz muito às novas gerações. Não se trata aqui de debater sobre a importância da data da abolição da ditadura. Trata-se de nos encontramos neste momento num ponto em que, por um lado temos aqueles cuja memória dos anos da PIDE ou da miséria ainda está bem gravada na mente, e por outro aqueles para quem isso só faz parte da história. E portanto é chegada a altura de começar a mudar aquilo que já vai precisando há muito de ser mudado.

De pouco serve querer impregnar esse sentimento de liberdade a quem desconhece o que é não a ter. E atenção que não o digo como uma crítica, simplesmente como uma constatação objetiva.


O voto é sim um direito e, a meu ver um dever. Mas todo os dias descobrimos mais um novo escândalo de corrupção, de nepotismo, de situações de total desrespeito para com o cidadão comum. E o pior de tudo: total complacência por parte das entidades de autoridade e um nível de impunidade que chega, não raras vezes, ao ridículo.


Eu voto porque me considero uma feminista (na concepção original da designação muito mais do que na moderna) e porque respeito e valorizo muito o direito que me foi dado por quem no passado lutou por isso. Mas honestamente não voto por achar que posso fazer a diferença.

E enquanto as gerações mais novas continuarem a acreditar que o sistema irá continuar exatamente na mesma, que "os velhos do Restelo" se continuam a agarrar aos seus "poleiros", que a impunidade é proporcional ao cargo de poder, então, lamentavelmente não creio que os níveis de abstenção possam mudar.


Em vez de criticarmos talvez esteja na hora de olhar mais a sério para o que esses níveis de abstenção nos estão a dizer. E mesmo que isso seja "estou-me a borrifar" é mais do que chegada a hora de entender o que leva a isso.


*

Once again the Portugal has been called to the polls and once again we are faced with an impressive abstention rate. But, contrary to what I've been seeing these last few days, I think that more important than offending anyone who chooses not to vote is to understand the reasons why this happens.


Last weekend the motto on social networks were the photos of the electoral bulletin and the call to exercise the right to vote. And of course, after finding the results, came the indignation about the abstention rate.

I even exchanged a brief reflection with someone I think is quite smart and is in the field of digital marketing (@charliecfm) where he mentioned that we actually continue to have a way of campaigning as we did 30 years ago.


The truth is that most politicians do not mirror and do not reach the younger strata. Politics is, suchlike our country, growing old and remains backward and stuck in a post 25th April that simply doesn't say much to new generations. This is not about debating the importance of the date of abolition of dictatorship. We are now at a point where, on the one hand, we have those whose memory of the years of PIDE and misery is still well-engraved in the mind, and on the other those to whom this is only part of history. And so the time has come to start changing what needs be for a long time now.

It's no use trying to imbue this feeling of freedom to those who don't know what it is not to have it. Please note I do not say it as a criticism, simply as an objective observation.


Voting is a right and, in my point of view, a duty. But every day we discover yet another scandal of corruption, nepotism, situations of total disrespect for the average citizen. And worst of all: total complacency on the part of the authorities and a level of impunity that often comes to ridicule.


I vote because I consider myself a feminist (in the original conception of the designation rather than the modern one) and because I respect and value the right given to me by those in the past who fought for it. But honestly, I don't vote because I think I can make a difference.

And as the younger generations continue to believe that the system will remain exactly the same, that "Restelo's old men" continue to cling to their "perches", that impunity is commensurate with the office of power, then, unfortunately, I don't think that abstention levels can change.


Instead of criticizing, perhaps it's time to look more seriously at what these levels of abstention are telling us. And even if this is "I don't give a damn" it's been long due to understand what leads to it.














・wearing・

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