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O Que Esperar do Primeiro Ano Escolar: A Realidade


What to Expect from School's First Year: the Reality



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Este ano o Rafael já irá frequentar o segundo ano escolar, mas lembro-me da ansiedade e antecipação que quer nós enquanto pais, quer o Rafa enquanto criança então já crescida, sentimos.

Gostava muito de ter lido um testemunho sobre o que esperar do primeiro ano, com a realidade de tudo o que é bom e menos bom de forma a poder de alguma maneira preparar-me para o que aí viria. E mesmo sabendo que cada criança é um caso diferente, a verdade é que acho que existem muitos pontos em comum sobre aquilo que é expectável do início da vida escolar.

Continuem a ler se pretendem conhecer a nossa experiência e alguns dos meus conselhos para que esta fase se torne menos stressante e a adaptação da criança seja o mais suave possível.

Como bónus, no final do artigo podem ainda participar num Giveaway perfeito para este início ou regresso às aulas.

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This year Rafael will attend the second year of school, but I remember the anxiety and anticipation that both we as parents, and Rafa as a child already grown, felt.

I really had enjoyed reading a testimony about what to expect from the first year, with the reality of all that is good and less good so that I could somehow prepare myself for what was to come. And while knowing that each child is a different case, the truth is that I think there are many commonalities about what is expected of early school life.

Continue reading if you want to know our experience and some of my advice so that this phase becomes less

stressful and the child's adaptation is as smooth as possible.

EXPECTATIVAS / EXPECTATIONS

Nem todas as crianças lidam da mesma forma com a ida para a primeira classe. Uns há que ficam verdadeiramente entusiasmados e ávidos de começar, outros por seu lado ficam ansiosos, preocupados e até algo angustiados. O Rafa inclui-se no segundo o que acabou por me deixar a mim também ainda mais ansiosa.

Uma das razões de isso ter acontecido deveu-se a um erro que nós pais cometemos: em várias ocasiões durante o ano anterior colocávamos expectativas sobre a primeira classe. Coisas que a nós sempre nos pareciam inofensivas mas que acabaram por gerar grande antecipação na cabeça dele. Exemplos como "Para o ano já vais para a primeira classe e já vais ser muito crescido" ou "Vais aprender a ler e a escrever como os grandes" que a nós nos soavam apenas a um incutir de responsabilidade eram, no entanto, recebidos por ele como algo semelhante a "vais deixar de ser criança" ou "vais deixar de poder brincar" o que inevitavelmente acabou por se tornar um pouco assustador. Afinal o medo da mudança está presente em todos os seres humanos e nas nossas crianças também.

Hoje aconselho antes a desmistificar o "monstro" da primeira classe incutindo a responsabilidade acrescida que terão mas, ao mesmo tempo, tranquilizando-os de que poderão continuar a brincar e ser crianças e a fazer tudo aquilo de que gostam.

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Not all children deal in the same way with going to first class. There are some who are genuinely enthusiastic and eager to get started, others on the other hand are anxious, worried and even somewhat distressed. Rafa is included in the second, which has made me even more anxious.

One of the reasons this happened was due to an error that we parents made: on several occasions during the previous year we placed expectations on the first class. Things that always seemed harmless to us, but which eventually led to great anticipation in his mind. Examples such as "Next year you're going to the first class and you will already be very grown" or "You will learn to read and write like the big ones" that to us only sounded an instill of responsibility but to him were nevertheless received as something like "you're going to stop being a child" or "you're going to stop playing" which inevitably turned out to be a bit scary. After all, the fear of change is present in every human being and in our children as well.

Today I would advise you to demystify the first-class "monster" by instilling the increased responsibility they will have, but at the same time reassuring them that they can continue to play and be children and do everything they like.


APRENDIZAGEM / LEARNING

Uma vez mais cada caso é um caso e eu tenho a opinião de que o nosso ensino está mal formulado para as nossas crianças. Se por um lado elas são verdadeiras esponjas, por outro é através da brincadeira e imaginação que mais aprendem - são os especialistas que o afirmam e também aquilo que tenho experienciado com os meus 3 filhos - e por isso o método puro e duro da memorização não me parece o mais eficaz ou aliciante.

Ainda assim é o que é e a nós resta-nos tentar ajudá-los da melhor forma que conseguimos. Felizmente a professora do Rafa não era daquelas que enviava TPC's todos os dias para casa - graças a Deus já que com 3 filhos pequenos que não estão na mesma fase e horários complexos tornar-se-ia verdadeiramente um suplício se assim fosse. E nem sequer somos uma família daquelas em que os filhos têm imensas atividades extra escola o que, imagino, seja ainda mais complicado.

Os TPC's vinham duas vezes por semana: um dia da semana e para o fim-de-semana. E ainda bem porque deve e tem de haver tempo e espaço para que eles possam continuar a brincar.

Inicialmente é um desafio que eles se acostumem a fazer os trabalhos de casa. São crianças que vêm do jardim de infância e que estão agora, de forma abrupta, a aprender que têm de estar sentados a uma mesa a fazer algo que pode nem sempre ser divertido ou prazeroso para eles. A juntar a isso soma-se o facto de nem sempre a aprendizagem ser pacífica porque há crianças que demoram mais tempo a aprender a fazer as letras ou a ler.

Cá em casa a minha abordagem sempre foi a de tentar tranquilizá-lo e dar-lhe apoio mas transmitir-lhe que esta é uma responsabilidade dele. Uma das formas era perguntar todos os dias se tinha TPC's - ainda que eu soubesse sempre já que via os cadernos dele - pois desta forma passava-lhe a responsabilidade a ele de saber se tinha ou não uma tarefa para fazer. No final do ano já não era necessário perguntar.

Nas primeiras letras do ABC dava-lhe algum apoio como por exemplo escrever a letra com a mão dele para que se fosse habituando ou ajudando na leitura. Inicialmente foi um processo um pouco complicado porque o que a nós nos parece óbvio, para eles não o é. Houve dias de birras porque ao fim de 5 minutos ele aborrecia-se de estar sentado a fazer letras ou a tentar ler e a verdade é que nem sempre a paciência me assistia como seria desejável. Por vezes a preocupação tomava conta de mim e pensava mesmo se ele algum dia iria conseguir aprender e fazer o que era suposto. E inevitavelmente esse sentimento tornava-me ainda mais ansiosa.

A verdade é que tive sorte e o Rafa foi um aluno que aprendeu as letras e a leitura muito rapidamente e o processo tornou-se bastante mais pacífico. Mas lembro-me de que, na reunião após as férias de Natal, se falar em casos de meninos que antes das férias pareciam completamente estagnados na aprendizagem e ao regressar, do nada, o clique fez-se. E segundo a professora isso á algo muito comum.

Por isso o conselho que deixo é: apoiem-nos de forma a que se sintam seguros e acompanhados mas incutam-lhes a eles a responsabilidade. Na minha opinião a mala é deles, o material é deles e o dever de saber se têm TPC's também é deles e não dos pais.

Ajudem-nos - sobretudo na fase inicial - mas não desesperem quando o colega da mesa já souber ler tudo e o vosso não. Cada criança tem o seu tempo e momento e, salvo excepções, tudo irá surgir naturalmente e tanto melhor quanto menos stress sentirem. Nas exceções a professora saberá identificar e falará com os pais de forma a resolver eventuais problemas que possam existir.

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Once again each case is a case and I have the opinion that our teaching is poorly formulated for our children. If on the one hand they are true sponges at this age, on the other hand it is through the play and imagination that they learn the most - it is the experts who affirm it and also what I have experienced with my 3 children - and that is why the pure and hard method of memorization doesn't seem to me the most effective or appealing.

Yet it is what it is and we have to try to help them the best we can. Luckily Rafa's teacher was not one who sent homework every day - thank goodness since with 3 young children who are not in the same phase and complex schedules it would become truly a torture if that were the case.

The homework came twice a week: one day of the week and for the weekend. Initially it is a challenge for them to get used to doing their homework. They are children who come from kindergarten and are now, abruptly, learning that they have to be seated at a table doing something that may not always be fun or enjoyable for them. Adding to