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O vestido verde pistáchio e a nossa zona de conforto

The pistachio green dress and our comfort zone



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Esta semana li um artigo sobre a aparente necessidade que existe atualmente em se querer, ou ser praticamente obrigatório, sair da zona de conforto.

O artigo espelha de forma muito direta a minha própria opinião sobre o assunto e, há já alguns anos que tenho tido esta discussão com o meu círculo mais próximo.

Desde que iniciei a minha carreira no mundo empresarial que fui constantemente, e numa base quase diária até, incentivada a sair da minha zona de conforto, a pensar fora da caixa e a tornar-me de alguma forma alguém que excedesse as expectativas - as de quem é que não cheguei a perceber muito bem.


Atenção, ser muito bom ou único seja em que vertente for é algo claramente positivo, mas no meio desta necessidade premente - que surge mais para agradar aos outros do que a nós próprios - de se ser especial e sobressair no mundo vamos aos poucos, e quase sem nos apercebermos, perdendo uma parte de nós.

A parte que nos torna felizes.


Porque começamos a acreditar que não podemos ser felizes apenas a fazer o que nos dá prazer. Que não podemos ser felizes com pouco e que temos de almejar o muito. O grande problema é que muitas vezes nem nós próprios sabemos muito bem o que é esse muito, o que é que significa e que verdadeiro impacto terá em nós e no que nos rodeia.

Temos todos de subir muito na carreira - à custa muitas vezes da vida pessoal e das relações interpessoais -, temos de ser mentes brilhantes, temos de ostentar a nossa posição e de preferência com um carro topo de gama à porta da vivenda com piscina. Temos de ter um grande número de seguidores e estar em absolutamente todos os eventos da moda.


E nesse artigo houve algo que fez todo o sentido para mim e que referia que, numa ânsia de sermos todos únicos e especiais estamos, na realidade, a tornar-nos todos iguais.

Cada vez mais me sinto uma afortunada por ter tido a oportunidade e capacidade de olhar de fora e tomar o controlo sobre aquilo que realmente me faz feliz. Por ter escolhido, remando de certa forma contra a maré, em querer ficar na minha zona de conforto porque na verdade é dentro dela onde eu consigo ser a melhor versão de mim própria a todos os níveis.


E é precisamente na minha zona de conforto onde eu tenho consigo florescer de uma forma que nunca antes tinha conseguido. Largar e esquecer os preconceitos e focar-me naquilo que realmente me dá prazer e naquilo que faço por paixão permite-me, não só ser muito mais feliz, como me permite ser e escolher ser um pouco melhor todos os dias.


*

I read an article this week about the apparent need that exists today in wanting, or to be practically forced to, to leave the comfort zone.

The article mirrors my own opinion on the subject and for some years now I have been having this discussion with my closest circle.

Since I started my career in the corporate world I have been constantly, and on an almost daily basis, even encouraged to step outside my comfort zone, think outside the box and somehow become someone who exceeds expectations - those of who I didn't quite understand.


Now, being very good or unique in any way is clearly positive, but in the midst of this pressing need - which comes more to please others than ourselves - to be special and to excel in the world, we are slowly, and almost without noticing it, losing a part of ourselves.

The part that makes us happy.


Because we begin to believe that we cannot be happy just by doing what gives us pleasure. That we cannot be happy with little and that we have to long for more. The big problem is that often we ourselves don't know very well what this is, what it means and what a real impact it will have on us and what surrounds us.

We all have to go a long way up the career ladder - often at the expense of personal life and interpersonal relationships - we have to be brilliant minds, we have to flaunt our position and preferably with a state-of-the-art car at the door of our big house with pool. We have to have a large following and be in absolutely every event of moment.


And in that article there was something that made perfect sense to me that said that in a longing to be all unique and special we are actually becoming all the same.

I am increasingly fortunate to have had the opportunity and ability to look from an outside perspective and take control of what really makes me happy. For choosing, paddling somehow against the tide, to want to stay in my comfort zone because it's actually inside it where I can be the best version of myself at all levels.


And it is precisely in my comfort zone where I have been able to flourish in a way I had never before. Leaving behind me and forgetting prejudices and just focusing on what really gives me pleasure and what I do for passion allows me not only to be much happier, but also to allow myself to be and choosing to be a little better every day.














・wearing・

Mango dress & bag | Zara sandals


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