Vestido Branco de Linho e o Mar


White Linen Dress and the Sea


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・wearing・

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Naquele dia o sol ía e vinha, espreitando ocasionalmente por entre as nuvens ora densas ora dispersas. O mar lá em baixo rolava numa balada poética, firme nas suas convicções mas, ainda assim, suave como os primeiros raios da alvorada.

O vento brincava com os folhos do vestido e eu agarrava as abas do chapéu enquanto tentava escutar o que a balada serena do mar entoava.

O mar tem essa característica tão peculiar de nos envolver e ao mesmo tempo nos deixar envolvidos em histórias por contar, memórias vividas ou visões ainda elas por concretizar. É como um sopro que nos sussurra em poucas palavras a nossa própria história... aquela já vivida e a que sonhamos, por vezes,viver.

E eu deixei-me levar, escutei e senti e agarrei-me à beleza de um mar interminável e vasto cujo o horizonte apenas podemos imaginar e não verdadeiramente ver. Por vezes é tão reconfortante como necessário esta paragem no tempo, este afastamento da realidade do aqui e agora e o inspirar lento do cheiro salgado da maresia que nos transporta a um local muito nosso.

As ondas, essas, continuavam o seu ritual e eu, incrédula de como o tempo passa demasiado apressado à nossa frente, voltei-me lentamente quase sem me despedir.

Era hora de voltar.

*

On that day the sun came and went, peering occasionally through the clouds sometimes dense sometimes scattered. The sea below ran in a poetic ballad, firm in its convictions, but still soft as the first rays of dawn.

The wind played with the frills of the dress and I grabbed the brim of my hat as I tried to listen to what the serene ballad of the sea sang.

The sea has this peculiar characteristic of involving us and at the same time making us involved in stories yet to be told, in memories already gone or visions yet to be materialized. It is like a breath that whispers in a few words our own history... the one already lived and the one which we sometimes dream to live in.

And I let myself go, I listened and felt and clung to the beauty of an endless and vast sea whose horizon we can only imagine and not truly see. Sometimes it is as comforting as necessary this stop in time, this withdrawal from the reality of the here and now and the slow inhaling of the salty smell of the sea breeze that transports us to a place of our own.

The waves, those, continued their ritual and I, incredulous of how time passes too fast in front of us, turned slowly with barely a farewell.

It was time to go back.

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